O CLAMOR DO NOIVO

 

Parte 1

 

Há um clamor no coração do Senhor pela sua Noiva. Ele a está chamando para subir mais alto (Ap 4:1), para abandonar as distrações do dia a dia e ir ao Seu encontro. Ele quer compartilhar os seus mistérios e revelar-se (Jr 33:3).

Entretanto, por outro lado vejo a Noiva com uma visão pequena a respeito do Noivo, conformada apenas com as migalhas que caem da mesa, quando na verdade ela é chamada a participar da mesa. Por diversas vezes a Noiva focaliza a visão em si mesma, quando deveria estar com os olhos fitos Nele.

 

Lendo o livro de Rute capitulo 2, do versículo 2 ao 14, vemos o que acabo de descrever acima. Sabemos que Boaz é um tipo de Cristo, enquanto Rute tipifica a Noiva. Temos então um diálogo bem interessante:

 

Rute, a moabita, disse a Noemi: “Vou recolher espigas no campo daquele que me permitir”. “Vá, minha filha”, respondeu-lhe Noemi. Então ela foi e começou a recolher espigas atrás dos ceifeiros. Casualmente entrou justo na parte da plantação que pertencia a Boaz, que era do clã de Elimeleque. Naquele exato momento, Boaz chegou de Belém e saudou os ceifeiros: “O Senhor esteja com vocês!”. Eles responderam: “O Senhor te abençoe!”. Boaz perguntou ao capataz dos ceifeiros: “A quem pertence aquela moça?” O capataz respondeu: “É uma moabita que voltou de Moabe com Noemi. Ela me pediu que deixasse recolher e juntar espigas entre os feixes, após os ceifeiros. Ela chegou cedo e está em pé até agora. Só sentou-se um pouco no abrigo. Disse então Boaz a Rute: “Ouça bem, minha filha, não vá colher em outra lavoura, nem se afaste daqui. Fique com minhas servas. Preste atenção onde os homens estão ceifando, e vá atrás das moças que vão colher. Darei ordem aos rapazes para que não toquem em você. Quando tiver sede, beba da água dos potes que os rapazes encheram”. Ela inclinou-se e, prostrada, rosto em terra, exclamou: “Por que achei favor a seus olhos, ao ponto de o senhor se importar comigo, uma estrangeira?” Boaz respondeu: “Contaram-me tudo o que você tem feito por sua sogra, depois que você perdeu o seu marido: como deixou seu pai, sua mãe e sua terra natal para viver com um povo que você não conhecia bem. O Senhor lhe retribua o que você tem feito! Que seja ricamente recompensada pelo Senhor, o Deus de Israel, sob cujas asas você veio buscar refúgio!” E disse ela: “Continue eu a ser bem acolhida, meu senhor! O senhor me deu ânimo e encorajou sua serva – e eu sequer sou uma das tuas servas!” Na hora da refeição, Boaz lhe disse: “Venha cá! Pegue um pedaço de pão e molhe-o no vinho”. Quando ela se sentou junto aos ceifeiros, Boaz lhe ofereceu grãos tostados. Ela comeu até ficar satisfeita e ainda sobrou”.

 

              

Ao analisarmos vemos que Rute era moabita, descendente de Ló. Um povo que apesar de ser aparentado com os israelitas, contratou o profeta Balaão para amaldiçoá-los quando Israel se acampou nas suas vizinhanças (Nm 22. 24). Por causa desta hostilidade ordenou o Senhor que não lhes fosse permitida a entrada na congregação, ainda depois [1]da décima geração (Js 24:9).

 

Rute era estrangeira, como ela mesma afirma no versículo 10, como nós também éramos por isso no livro de Efésios capítulo 2, versículo 12 diz que naquela época vocês estavam sem Cristo, separados da comunidade de Israel, sendo estrangeiros quanto às alianças da promessa, sem esperança e sem Deus no mundo. Mas agora, em Cristo Jesus, vocês, que antes estavam longe, foram aproximados mediante o sangue de Cristo. E é essa aproximação, intimidade, que Ele deseja que vivamos!

 

Ela se via realmente como uma pessoa excluída por sua origem, bem como nós. Entretanto, há uma graça, ou seja, um favor que não merecemos disponível a todos nós, que nos capacita a sairmos da condição de pecadores, miseráveis, para a justificação em Cristo, nos tornando filhos e consequentemente herdeiros de Deus.

 

Se pela transgressão de um só a morte reinou por meio dele, muito mais aqueles que recebem de Deus a imensa provisão da graça e a dádiva da justiça reinarão em vida por meio de um único homem, Jesus Cristo. Consequentemente, assim como uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens, assim também um só ato de justiça resultou na justificação que trás vida a todos os homens. Rm 5. 17 – 18

 

Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie. Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos. Ef 2. 8 – 9

 

 

O versículo 14 diz,  Na hora da refeição, Boaz lhe disse: “Venha cá! Pegue um pedaço de pão e molhe-o no vinho”. Desperta Noiva! O Senhor nos chama para nos achegarmos  e nos  deleitarmos Nele e participarmos da Sua Mesa!

 

É tempo da Noiva se alimentar do Pão, ou seja, da Palavra Revelada, e do Vinho, que simboliza a Presença do Espírito Santo. É tempo de ouvir a voz do Noivo, e de se render a ela.

 

Pastora Sueli


[1] Dicionário John Davis

 

Uma resposta to “O CLAMOR DO NOIVO”

  1. juliana martins Says:

    amem essa palavra falou ao meu coraçao que eu venha me envolver cada dia mais com o noivo e viver um novo tempo tempo de rendençao..

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